Mostrando postagens com marcador Missões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Missões. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Irã - Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta

  
Perfil Irã
Os cristãos relatam violência física, ameaças e discriminação por causa de sua fé. Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
Segundo o relato de Atos 2:9, havia cristãos medos/persas entre os primeiros cristãos, na ocasião do pentecostes. A presença de cristãos na Pérsia data, então, desse período e já no século IV d.C. havia ali uma igreja cristã persa bem organizada. Ali se desenvolveu um cristianismo sírio, cuja língua era o aramaico. Ainda no século IV, a Armênia e a Mesopotâmia foram devolvidas aos domínios persas. Com isso, os cristãos dessas cidades, após fugirem da perseguição Sassânida, viram-se novamente sob o jugo dos persas, razão pela qual hoje a Igreja iraniana é composta em sua maioria por armênios. No século V, por não concordar com alguns dogmas do cristianismo ocidental (católico) e devido às constantes guerras entre os persas e os bizantinos, a igreja persa rompeu com o restante da igreja cristã. Além disso, os cristãos persas eram adeptos do Nestorianismo*, e os nestorianos foram expulsos e perseguidos pela Roma Cristã por sua concepção acerca de Jesus.

Após a chegada do Islamismo no país através dos árabes, no século VII d.C., a situação dos cristãos no Irã piorou bastante. Nos últimos cinco séculos, o Cristianismo no Irã tem sido uma religião tolerada: os primeiros missionários católicos chegaram ao país no século XVII e os primeiros protestantes, no XVIII.
Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.
As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte deles é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

A Perseguição
A primeira perseguição aos cristãos na Pérsia talvez tenha acontecido no século IV d.C., quando os persas sassânidas, governantes na época, resolveram aumentar seus impostos e persegui-los, por considera-los um grupo subversivo e desleal ao governo estabelecido. Além disso, o fato de Constantino ter declarado o cristianismo a religião do Império Romano também contribuiu para a rejeição dos sassânidas aos cristãos, já que os romanos eram os grandes inimigos dos persas. Devido à perseguição, muitos cristãos persas emigraram para outras regiões controladas pelo Império Romano.
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRWJmFo-n63R2JLR1rrxnKTvJyv9v_TqM1i-YrId1k4NABNa2Urug
Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, porém alguns deles são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão: são interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução. Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que frequentemente ameaçam os cristãos de morte.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979. O crescimento das igrejas domésticas tem deixado as autoridades políticas e religiosas com receio, o que leva a uma repressão maior.

História e Política
Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mordecai para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

O país está estrategicamente localizado no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas, banhado pelo Mar Cáspio e pelo Oceano Índico. Seu nome atual (Irã) deriva da palavra “airyana”, em referência às populações arianas que habitavam a Pérsia. Seu antigo nome (Pérsia) fazia referência a Perses, filho de Perseu, personagem da mitologia grega e antepassado dos antigos reis persas.

A história do Irã iniciou-se em tempos bastante remotos, quando povos indo-europeus se estabeleceram na região, por volta de 2000 a.C. No planalto iraniano formaram-se dois grandes povos divididos em dois grandes reinos: os Medos e os Persas. O reino dos persas era comandado pela família Arquemênida, que deu nome à dinastia que reinou na Pérsia até ser conquistada pelos Macedônios. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura persa e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes.

Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central) avançaram sobre o território persa, conquistando cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol.

[iranians_protest_june_05.jpg]A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, governando até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.

Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas, visando à modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo. Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada. Esse sistema deu o poder religioso à autoridade, que passou a ser conhecida como "líder supremo'". De 1980 a 1988 o país entrou em guerra com o vizinho Iraque, causada por uma disputa territorial que teve início na década de 1970.

O Irã é uma República Teocrática: tem um presidente, mas quem dita as regras é a elite religiosa dos aiatolás.

População
Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população do país. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país.

A religião oficial do país é o islamismo, sendo os xiitas a maioria. Existem pequenas minorias de zoroastras, bahaístas, judeus e cristãos. Em fevereiro de 2011, milhares de pessoas tomaram as ruas da capital, Teerã, para protestar contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Essa revolta foi impulsionada pelas manifestações que aconteceram em outros países do mundo muçulmano.

Economia
A economia iraniana é baseada na exportação de petróleo e gás natural. Além desse combustível e seus derivados, o país é conhecido pela tapeçaria, que também é exportada. O Irã se desenvolveu de forma significativa, mas grande parte do progresso foi perdida nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado.

Em anos recentes, o Irã adotou uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente.

***
Fonte: Portas Abertas

***
Acompanhe conosco o perfil dos países que mais perseguem cristãos:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Somália - Os poucos cristãos são fortemente perseguidos, e devem praticar sua fé em segredo.


Os poucos cristãos são fortemente perseguidos, e devem praticar sua fé em segredo. Alguns foram forçados a fugir para viver em outros países

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
Os primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974.
O Cristianismo é uma religião minoritária na Somália: aproximadamente mil praticantes em uma população de mais de 9 milhões de pessoas.

A maioria dos cristãos somalis pertence à etnia minoritária bantu. Não há perspectiva de crescimento da igreja na Somália para os próximos anos, devido à constante instabilidade política e econômica em que vive o país e aos constantes ataques de grupos radicais islâmicos.

A Perseguição
A falta de lei no país (não há Constituição, por exemplo) abre espaço para o crescimento do extremismo religioso, que é o grande responsável pela perseguição aos cristãos somalis.

Há uma Carta de Direitos do governo de transição, mas não possui restrições ou proteções à liberdade religiosa. Duas regiões no país - Somalilândia e Puntlândia - adotaram o islamismo como a religião oficial. Em ambas as regiões, os muçulmanos não podem abandonar o islamismo, sob pena de morte. Ou seja, para os somalis, o ex-muçulmano é um infiel, que merece a morte.

http://cultura.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/cultura-da-somalia/cultura-da-somalia-12.jpgExtremistas têm acusado organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem o caos no país para divulgar o evangelho. Tais acusações acabam atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a manter distância de tais atividades. Desde que se tornou independente, em 1960, a Somália sofre com grupos radicais, como o Movimento Nacional Somali (SNM), o Movimento Patriótico Somali (SPM), o Congresso Somali Unido (USC) e o mais conhecido deles, o Al Shabaab, grupo radical islâmico criado em 2004, que domina algumas áreas ao sul do país e tem como objetivo principal derrubar o governo de transição da Somália e instalar um governo teocrático baseado na Sharia (lei islâmica). O Al Shabaab é financiado pela Al Qaeda: além de causar instabilidade política no país, esses grupos coíbem e reprimem qualquer possibilidade de trabalho missionário ou de evangelismo no país.

História e Política
A Somália está localizada no extremo leste do continente africano, na região semiárida conhecida como Chifre da África. O território somali apresenta paisagens variadas, com regiões montanhosas ao norte, desertos e savanas na área central e uma região subtropical ao sul. A origem do nome do país é incerta, mas Somália significa “terra dos somalis”.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkEd9y2c2cRsFuytjN00Nlf-cC-Gd7xgFqCeH3VMVwq5H_dkFhqvYqeQedTJYWjcEj1EHIs4RPAQaDqwq2b0VGzcTWhv9A2vCli7mN2rBG-FjElYBw-_q1AQ5UpZPlW1NVHsp7rnFaLjTl/s1600/Somalia2.jpgHá na Somália artes rupestres que datam do período paleolítico, de aproximadamente 9.000 anos antes de Cristo. As evidências mais antigas de cerimônias funerárias no Chifre da África foram encontradas em cemitério da Somália, datadas do ano 4000 a.C. Na antiguidade, os estados-cidades que formavam a Somália desenvolveram um comércio muito lucrativo com os principais impérios da época (Egito, Grécia, Pérsia, Roma), aos quais fornecia especiarias como mirra e incenso.

No século VII os árabes se instalaram na costa da Somália, com o intuito de desenvolver o seu comércio na região e pregar a religião islâmica. A rápida adesão ao Islã por parte da população somali influenciou  para que a religião se expandisse com sucesso por todo o seu território. No século XIX, as cidades litorâneas da Somália foram incorporadas ao Império Turco-Otomano. No século XX, tornou-se colônia italiana juntamente com a Etiópia, denominada Somalilândia Italiana; durante a Segunda Guerra Mundial, parte do seu território foi ocupada pelos britânicos.

A Somália tornou-se independente em 1960, quando italianos e britânicos se retiraram e o território foi unificado. Desde sua independência, o país tem tido conflitos com a Etiópia pela posse da região de Ogaden (Estado da Etiópia).

A Guerra Fria acabou por beneficiar a Somália economicamente, pois o país recebia subsídios da União Soviética em um primeiro momento; mais tarde, passou a recebê-los dos Estados Unidos. Apesar disso, os conflitos internos e externos acabaram por devastar a nação e sua população.

Em 1991, uma sangrenta guerra civil derrubou a ditadura governante e lançou o país em total desgoverno, com mais de 20 clãs armados lutando entre si pelo poder. Em 1992, as Nações Unidas intervieram no conflito, a fim de fornecer ajuda humanitária aos necessitados.

Embora o caos e a luta entre os diversos clãs ainda persistam em quase todo o território somali, um governo de transição foi estabelecido em 2004 para promover o processo de paz, após a iniciativa do presidente de Djibuti, Ismael Omar Guelleh, de reunir mais de dois mil representantes somalis em seu país.

O Governo Federal de Transição está situado na capital, Mogadíscio. A cada cinco anos escolhe-se um novo presidente para o governo de transição. No entanto, seu inimigo, a União de Cortes Islâmicas, embora tecnicamente derrotado, continua lutando, com a ideia de instaurar o caos e impor a lei islâmica à sociedade.

População
A maioria da população pertence à etnia somali, que se divide em inúmeros clãs. No entanto, os quatro maiores clãs - dir, daarwood, hawiye e isxaaq - respondem por aproximadamente três quartos da população do país. Os outros clãs, considerados inferiores, agrupam 20% dos somalis localizados no sul e uma minoria pertencente à etnia banta.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnRFcxp-6jJ6HjrTU6aowtClLdW7T69ZrnQgmahWO31CCXjQif_yRbnrtvsTp4cYGb-u1N7fM4x5M8NY9U_zhVD42fgk67tjM7ZOunKpPNbVfH5P5IAwJcKg26BjnCUWyFmWvg-gBxriOH/s1600/somalia_acnur_e_hockstein.jpgO islamismo é a religião oficial da Somália e, com raras exceções, a maioria dos somalis segue a tradição sunita. Há alguns hindus entre os indianos que trabalham no país.

A Somália é uma das nações mais pobres do mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, dependendo dos programas de ajuda humanitária.

Economia
A economia do país foi praticamente devastada devido aos vários anos de guerra civil. A agricultura e a pecuária são os setores mais importantes da economia e correspondem a cerca de 40% do PIB do país. Devido às guerras e à fome, a Somália tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo; o país está entre os oito mais pobres do mundo.

***
Fonte: Portas Abertas

***
Acompanhe conosco o perfil dos países que mais perseguem cristãos:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
 
5. Irã

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Arábia Saudita - A liberdade religiosa não existe nesse reino islâmico


A liberdade religiosa não existe nesse reino islâmico. Todos os envolvidos em reuniões religiosas não muçulmanas podem ser presos, deportados ou torturados


A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região já havia uma grande população de cristãos. Após o islamismo assumir o controle no século VII, todos os cristãos foram expulsos do país. Desde então, nenhuma missão foi autorizada a entrar na Arábia Saudita. Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, vivendo sob constante temor de ser descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e suspeita, e esta atitude impede o crescimento da Igreja. Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número exato, pois não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.

A perseguição
http://www.aquavitae.com/wp-content/uploads/2008/08/pabellon_arabia_saudi.jpgO governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem dá proteção a grupos que se reúnam ilegalmente. A prática pública de religiões não muçulmanas é proibida. A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a Sharia, a apostasia (abandono do islamismo) é considerada um crime punível com a morte, se o acusado não se retratar. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular. Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares. O governo oferece uma recompensa equivalente a um ano de salário – um prêmio tentador para muitos – a qualquer pessoa que denunciar uma reunião cristã. O proselitismo e a distribuição de materiais não muçulmanos, como Bíblias, são ilegais. Tais materiais estão sujeitos ao confisco, apesar de as normas parecerem aplicar-se arbitrariamente. O governo restringe a liberdade de expressão e de associação; a imprensa exerce a autocensura com relação a assuntos delicados, como a liberdade de religião.

História e Política
Circundada pelo Mar Vermelho e pelo Golfo Pérsico, a Arábia Saudita está localizada no coração do Oriente Médio e possui fronteiras com sete países. Grande parte de seu território é desértico, com a presença de alguns poucos oásis. A maioria dos sauditas vive em grandes cidades, tais como Riad (sede do reinado), Jidá (onde se localiza o mais importante porto do país), Ad Damman (produtora de petróleo), Meca (o coração do islã, aonde todos os muçulmanos do mundo devem ir pelo menos uma vez na vida) e Medina (cidade sagrada e centro cultural). Medina é a cidade para a qual Maomé fugiu, [Hégira] em 622 d.C., quando foi perseguido em Meca por divulgar o Islã.

http://undhimmi.com/wp-content/uploads/2010/11/british-muslim-schoolchildren-are-being-indoctrinated-in-sharia-and-jew-hatred-at-saudi-funded-weekend-schools.jpgAcredita-se que a Arábia Saudita era o lar original de alguns povos bíblicos, como os cananeus e os amorreus. Muitos impérios antigos dominaram o território saudita nos períodos anteriores ao nascimento de Cristo. Alexandre, o Grande, tinha planos de conquistar a região, mas morreu antes de realizá-los. O primeiro grande acontecimento que marcou a Arábia Saudita foi o nascimento de Maomé, em 570. Por seu intermédio, o islã foi fundado no século VII e, desde então, as batalhas políticas e históricas ocorridas no país ficaram restritas às várias vertentes islâmicas lutando pelo poder. O nome saudita deriva de uma disputa política entre duas famílias tradicionais da Arábia, os Al Saud e os Al Rashid, em que os primeiros saíram vitoriosos. Após reconquistar e unificar (1932) os reinos dominados pela família Al Rashid, o rei Ibn Saud deu à Arábia seu sobrenome, permanecendo até hoje como Reino Arábia Saudita.

Desde então, este reino tem procurado caminhar em uma frágil linha entre o relacionamento com o mundo exterior e o isolamento, para preservar a pureza da fé islâmica. Atualmente, o país continua sendo governado por uma monarquia baseada na Sharia, a lei islâmica. Em março de 1992, uma série de decretos reais criou o primeiro Código de Direitos do país. Não há poder legislativo e as leis são estabelecidas pelo rei e por seus ministros. Em sua bandeira há uma frase que define o tipo de política adotada pelo Reino Saudita - o país é um Estado islâmico governado por uma monarquia, o rei é o chefe de estado e governo. O texto em árabe diz: “Não há nenhum Deus além de Alá e Maomé é seu profeta”. Esse texto é a Shahada, que significa “testemunho” e é a declaração de fé islâmica, a profissão de fé dos muçulmanos e o primeiro dos cinco pilares do Islã.

Na Arábia Saudita, é o Islã que legitima o governo do rei, que é responsável pela manutenção do estado teocrático.

População
Há cerca de 42 grupos étnicos na Árabia Saudita, todos unidos por um forte nacionalismo religioso. A população é adepta do Islamismo Sunita.

Economia
A Arábia Saudita tem uma economia baseada no petróleo, com forte controle governamental sobre as principais atividades econômicas. Possui cerca de 20% das reservas mundiais de petróleo comprovadas, classificando-se como o maior exportador de petróleo do mundo e desempenhando um papel de liderança na OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O setor petrolífero representa cerca de 80% das receitas orçamentais, 45% do PIB e 90% das receitas de exportação. A Arábia Saudita incentiva o crescimento do setor privado, a fim de diversificar a sua economia e empregar mais cidadãos sauditas.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwqzqgBLLVlaC_AS4Y0VopubPiWpx3NIWhvpdaPAUed0EdXbnelRsfZ24gOhydKQwdERGn1plKXoNdlKEfZk79n_yKeN-dMJhpuTQiy3TX083MkQKrPGGCzETqyZEwmNaQSaBsq4AuQM/s1600/riad-arabia-saudita-al_anoud_tower-foto-wikipedia.jpgO país tem aumentado os esforços nas áreas de geração de energia, telecomunicações, exploração de gás natural e petroquímica. Quase 6 milhões de trabalhadores estrangeiros desempenham um papel importante na economia do país, especialmente nos setores de petróleo e de serviços, enquanto Riad luta para reduzir o desemprego entre os seus nacionais. As autoridades estão particularmente concentradas em empregar sua grande população jovem, que geralmente não tem a educação e as competências técnicas para atender às necessidades do setor privado. Riad substancialmente impulsionou as despesas relativas à formação profissional e educação, mais recentemente com a abertura da Universidade de Ciência e Tecnologia – a primeira universidade da Arábia Saudita, coeducacional. Como parte de seu esforço para atrair investimentos estrangeiros, a Arábia Saudita aderiu à OMC (Ordem Mundial do Comércio) em dezembro de 2005, depois de muitos anos de negociações. O governo começou a criação de seis "cidades econômicas" em diferentes regiões para atrair investimento estrangeiro, planejando gastar 373 bilhões de dólares entre 2010 e 2014 no desenvolvimento social e nos projetos de infraestrutura, para promover o desenvolvimento econômico do país.

***
Fonte: Portas Abertas

***
Acompanhe conosco o perfil dos países que mais perseguem cristãos:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
 
5. Irã

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Afeganistão - O cristianismo continua crescendo

Perfil Afeganistão
Os cristãos no Afeganistão que falam sobre sua fé enfrentam violência e ameaças de morte. Mas apesar de todos os perigos, o cristianismo continua a crescer

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja

O Cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat. A partir do século XIV, através do conquistador Emir Timur, deu-se inicio à erradicação do cristianismo. A Igreja afegã sofreria também sob outros governos, como o soviético (que comandou o país de 1978 a 1992) e o Talibã (1996-2001). Após assumir o governo do país em 1996, o Talibã impôs duras restrições a outras religiões, proibindo conversões, liberdade de culto e evangelismo. Outro grupo que sofreu sob o governo teocrático do Talibã foi o das mulheres, que foram impedidas de frequentar as mesquitas e de ir à escola, acentuando ainda mais o alto nível de analfabetismo no país.

A perseguição
A Constituição afirma que o Islamismo é a religião oficial do país e que os seguidores de outras religiões têm o direito de professar sua fé e praticar seus ritos e cultos abertamente, desde que dentro dos limites impostos pela lei islâmica (Sharia). Como na maior parte dos países islâmicos, os sunitas são maioria também no Afeganistão, onde os xiitas compõem a segunda maior seita islâmica e o restante da população é dividido entre cristãos, hindus, Bahá’ís e outras seitas oriundas do islamismo.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgufoIbNJXmYVcjAWc-8ZwWRTAq5DGp08pwIRbMKG0xZoX7KfLpd_NRb76xWRg0a0XV5UCrdFlzLpM29RiIUSyQwLfxoMUuq3FZ5GKn0_dfdc-5eeIWKdIgb7EqfjzvUAuJW9VN30mkYgI/s400/Afeganist%C3%A3o+(A.+Jolie).jpg
A conversão de um muçulmano a outra religião é considerada apostasia, sendo punível com a morte em algumas interpretações da lei islâmica no país. O código penal não define apostasia como crime e a Constituição proíbe a punição por crime não definido no código penal, que, no entanto,  afirma que os crimes graves, incluindo a apostasia, seriam punidos de acordo com a Hanafi, jurisprudência religiosa, e manipulados por um procurador-geral do escritório. Cidadãos do sexo masculino com idade acima de 18 e do sexo feminino acima de 16 anos, de mente sã, que se converteram a outra religião que não o islã, têm até três dias para se retratar de sua conversão, ou serão sujeitos a morte por apedrejamento, à privação de todos os bens e posses e à anulação de seu casamento. O mesmo acontece quando o individuo é acusado do crime de blasfêmia.

História e Política -Talibã
Localizado no sul da Ásia, entre a Ásia Central e o Oriente Médio, o Afeganistão foi ao longo de sua história uma rota percorrida por muitos conquistadores, como Alexandre, o Grande, e Gengis Khan, devido à sua posição estratégica na região. Seu conjunto cultural e linguístico é formado pela língua, cultura e religião de povos vizinhos (Paquistão, Índia, Irã, China, Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão), sendo, dessa forma, influenciado pelas culturas grega, persa e hindu. Após sua independência da Grã-Bretanha, em 1919, o Afeganistão passou por pelo menos três tipos de governo: autocracia monárquica (1929-1973), regime comunista (1978-1992) e estado teocrático (1996-2001).

Quando chegou ao poder, em 1996, o Talibã estabeleceu o Emirado Islâmico do Afeganistão, que tinha como principal objetivo político-religioso a implementação da lei islâmica, Sharia. Dessa forma acreditavam conseguir uma unidade nacional e um estado de paz permanente, após anos de guerra civil. Atualmente o sistema de governo adotado pelo Afeganistão é o de República Presidencialista.


População
A população do Afeganistão é de aproximadamente 30 milhões de habitantes. O país é composto por alguns grupos étnicos (turcomanos, uzbeques, tadjiques e hazaras) com práticas linguísticas e culturais diferentes, sendo o principal deles o pashtun, um grupo sunita que representa hoje 42% da população e se localiza ao sul e leste do país. O grupo radical nacionalista islâmico Talibã se origina dessa etnia. A maioria dos xiitas são membros do grupo étnico hazaras, que compõem 1/5 da população do país, tradicionalmente segregada do resto da sociedade por uma combinação de fatores políticos, étnicos e religiosos, alguns dos quais resultaram em conflitos. 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGfr5xcxvXj9NPd4ceDgx9DXQUEyU1fGNdgYuclkwLEYWYOHQh6F4ey20Orc0-5RkgsbOpqdaR7dez0_5l-ckZKzYAqa-j9ssc-do6p6jW6eRHJsRdp8mru7DhaDyQwOXg49M2y3OBUDmd/s400/Afeganist%C3%A3o.jpgOs hazaras acusaram o governo de dar tratamento preferencial aos pashtuns e a outras minorias, ignorando, sobretudo a etnia hazara. O governo fez esforços significativos para enfrentar tensões históricas que afetam a comunidade hazara. Xiitas geralmente são livres para participar plenamente da vida pública. Com as reformas do governo, os hazaras ganharam acesso às universidades, aos empregos públicos e a outras atividades e direitos, sendo que, antes, lhes era negado até o direito de ser alfabetizados.

Economia
A economia do país é baseada na agricultura. O governo afegão tem tentado mudar a cultura de plantio e comércio da papoula (entorpecente que tem tornado milhares de cidadãos dependentes químicos e, ao longo dos anos, financiado as ações do Talibã) para o de outras culturas, como feijão e milho, além de receber doações em grãos e dinheiro de outros países e de ter como principais parceiros comerciais os países vizinhos. Devido à destruição gerada pelas seguidas guerras civis, o país é um dos mais pobres do mundo, com um alto nível de analfabetismo, sendo extremamente dependente de doações externas.

***
Fonte: Portas Abertas

***
Acompanhe conosco o perfil dos países que mais perseguem cristãos:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4.
Somália 
5. Irã

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Coreia do Norte - País que mais persegue cristãos


Perfil Coreia do Norte
Local no planeta onde ser cristão é mais difícil. Os cristãos são presos, torturados e mortos. No entanto, a Igreja está crescendo: há cerca de 400.000 cristãos no país

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja 
O cristianismo chegou à península coreana, no final do século XVII, através de católicos coreanos feitos prisioneiros de guerra e enviados ao Japão pelos algozes japoneses que invadiram o país com o propósito de dominar a China. Em terras nipônicas, os coreanos tiveram contato com o evangelho (muitos dos quais se tornaram mártires) e, quando puderam retornar a seu país, levaram consigo a nova fé. O início do cristianismo no país se deu no século XVIII (1793), quando a igreja passou por perseguições isoladas, mas suas raízes já estavam suficientemente fortes e fincadas na Coreia. Antes da guerra que dividiu a península corenana, a capital do país, Pyongyang, abrigava quase meio milhão de cristãos, constituindo na época 13% da população. Após a guerra, muitos cristãos fugiram em direção ao sul ou foram assassinados.

A perseguição

A Constituição prevê a "liberdade religiosa", no entanto, na prática, o governo restringe severamente qualquer atividade religiosa, exceto o que possa ser supervisionado rigorosamente por grupos reconhecidos oficialmente, ligados ao governo. Uma autêntica liberdade religiosa não existe, apenas igrejas rigorosamente controladas pelo governo. As igrejas que existem na cidade hoje são basicamente "igrejas de fachada", servindo à propaganda política sobre a liberdade religiosa no país. Quase todos os cristãos na Coreia do Norte pertencem a igrejas não-registradas e clandestinas. O culto deles se constitui de um encontro "casual" de dois ou três deles, em algum lugar público. Lá eles oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.

 A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos dominadores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Inicialmente os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao ser derrotados na Guerra da Coreia, soldados norte-coreanos em retirada frequentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.

O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, quer esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, quer tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados aos campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo, que deve trabalhar 18 horas por dia. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgKnpL8V9uUPhlW52Wvt6wY3I7NbRZQ2l3AJfKRk05TDq51__V5dwqawds4aAam-iX1y1ItDAiYWJnfKSoC8j1bS4IAposDAA5GI5_csooUPB9Wai1gL8vWcBsCTtV4Q_9k7Yba7zqcff_q/s1600/mulher-norte-coreana.jpg
Mulher norte-coreana
Em setembro de 2007, a revista Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos.  Um desertor, Son Jong-Nam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corredor da morte em Pyongyang. Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coreia do Norte, por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il. Desde o final do século XIX, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coreia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os "cultos telefônicos" têm de ser rápidos e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coreia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.

História e Política

Localizada na metade setentrional da Península da Coreia, no leste asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por altas montanhas separadas por vales estreitos e profundos. Densas florestas cobrem cerca de dois terços do país. O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, "alto e belo", nome da dinastia que governou o país de 918 a.C. até 1392 d.C. Os habitantes da península coreana imigraram da Sibéria entre os séculos X e XIII a.C. No ano 108 a.C., os chineses dominaram a península e a dividiram em 4 colônias chinesas. No século XIII, Koryo foi invadida por mongóis, que passaram a ter grande influência na corte. E em 1392, Yi Song-gye fundou a dinastia Choson (Yi), que durou até 1910.

http://www.portasabertas.org.br/ImageHandler.ashx?imageUrl=http%3a%2f%2fwww.portasabertas.org.br%2fimages%2f1120054%2f1290407&maxWidth=300&isJpeg=true
Kim Jong-Il, ex-ditador
O século XX foi decisivo para a configuração política atual do país. Com interesses políticos e econômicos sobre a península coreana e sobre outros países da Ásia, o Japão anexou a Coreia ao seu território, transformando o país em seu protetorado. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a Coreia se viu livre para se consolidar como nação independente no cenário mundial. Foi a partir de 1945 que o cenário político atual da Coreia começou a se formar: nesse ano, com o apoio da União Soviética, o norte se proclamou independente do sul, recusando-se a cooperar com as Nações Unidas e passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung. No ano de 1950, o norte invadiu o sul da península, na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), que culminou com a divisão definitiva da Coreia e a criação de dois novos países: Coreia do Norte e Coreia do Sul, o primeiro comunista e o último capitalista. O armistício assinado em 1953 definiu o paralelo 38 como a zona desmilitarizada da Coreia. A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo. A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há grande tensão entre as duas Coreias.

Desde a divisão, a Coreia do Norte teve apenas dois presidentes: Kim II Sung, que governou o país até 1994 e seu filho Kim Jong-il, que está no poder desde então. O governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária. O país tem sido profundamente marcado por um "culto à personalidade" que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus. O mais provável é que Kim Jong-il seja substituído no governo do país por seu filho, Kim Jong-Un.

População

http://n.i.uol.com.br/noticia/2010/02/24/criancas-norte-coreanas-em-pyongyang-coreia-do-norte-durante-cerimonia-em-comemoracao-aos-68-anos-do-ditador-kim-jong-il-1266997391345_615x300.jpg
Crianças norte-coreanas na capital Pyongyang
A população norte-coreana é de pouco mais de 24 milhões de pessoas, sendo 60% urbana. Etnicamente, ela é constituída quase que totalmente por coreanos (99%). Há um pequeno número de chineses e japoneses residindo no país. Segundo estimativas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas, como xamanismo, confucionismo ou budismo. Há grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.
Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação. A população sofre com a fome, já que normalmente os alimentos do país são primordialmente direcionados ao exército.  Há abertura para organizações humanitárias atuarem, a fim de aliviar a fome da população, mas os esforços não são suficientes. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-nas para os seus soldados. O próprio presidente Kim Jong-Il disse, certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva.

Economia

A economia da Coreia do Norte é totalmente centralizada no Estado, totalmente planejada pelo governo; a indústria pesada e a agricultura (arroz, milho, batata, soja) são as principais atividades econômicas do país. Pyongyang é o centro comercial do país; as relações econômicas da Coreia do Norte com outros países são poucas, sendo a China o principal parceiro comercial do país. O turismo é também uma importante fonte de renda para a Coreia do Norte: todo turista ou grupo de viajantes deve conhecer o país sempre acompanhado de um guarda ou representante do Estado. 

***

***
Recentemente o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-Il faleceu. Houve grande repercussão sua morte por haver um mistério a respeito do futuro do país. resta-nos orar para que o melhor aconteça aos nossos irmãos. Que eles possam ter liberdade religiosa verdadeira.

Acompanhe conosco o perfil dos países que mais perseguem cristãos:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
 
4. Somália 
5. Irã

Equipe Stauros

Classificação de países por perseguição

CONFIRA A NOVA CLASSIFICAÇÃO DE PAÍSES POR PERSEGUIÇÃO!

Todos os anos, a Portas Abertas publica uma lista com os os 50 países mais opressores ao cristianismo. Em 2012, os cinco países onde é mais difícil viver como cristão são:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã


Faça  o download do mapa abaixo e entregue para seus amigos, coloque no mural de sua igreja. Divulgue a causa daqueles que pagam um alto preço somente porque escolheram seguir a fé cristã.

Recursos para download:
Mapa para impressão em A4
Mapa para impressão de banner





A Portas Abertas desenvolveu a Classificação de países por perseguição com base em suas experiências de campo, pois precisava de algum padrão para comparar a situação da Igreja cristã em vários países. Por exemplo: como comparar a perseguição na China com a da Arábia Saudita? Esse padrão precisava ser o mais objetivo possível. E a Classificação tornou possível distinguir situações e delinear prioridades para ações e projetos. Esse é o valor fundamental do levantamento: uma forma de determinar onde a necessidade é mais urgente. 

O trabalho é renovado todos os anos pelo departamento de pesquisa da Portas Abertas Internacional e visa fundamentar as ações empreendidas no campo. Embora os métodos empregados na confecção da Classificação procurem ser o mais fidedignos possível, a lista não tem a pretensão de ser vista como um trabalho acadêmico strictu sensu. Desse modo, a Portas Abertas recomenda aos usuários que tomem a Classificação mais como um elemento de mobilização e conscientização do que como um relatório acadêmico.

Como a Classificação é formada
Ao chegar a um país, a Portas Abertas procura os cristãos locais e lhes pergunta como pode ajudá-los. Em 95% dos casos, esses cristãos pedem oração. O segundo pedido sempre é por Bíblias, materiais de estudo e treinamento.

A Portas Abertas seleciona os países que irá ajudar a partir dos seguintes critérios:
• A Igreja local pode extinguir-se caso não haja ajuda externa
• A obtenção de Bíblias não é possível por meios oficiais
• Existe possibilidade logística (condições de transporte, armazenagem e distribuição dos materiais)
• O país está em localização estratégica e recebeu a solicitação de irmãos locais
A Portas Abertas não atua nos 90 países pesquisados. Também não são necessariamente desenvolvidos projetos nos 50 países da lista, mas dentre os 90 países, cerca de 50 possuem projetos de campo sendo desenvolvidos pela Portas Abertas. 

Atualmente, a pesquisa é realizada por meio de alguns contatos, mas a Portas Abertas Internacional está em vias de obter o apoio de um órgão externo que endossará a lista. A Classificação hoje é o resultado de um questionário específico, desenvolvido com perguntas padronizadas sobre:
• A situação legal dos cristãos no país
• A atitude do regime político em relação à comunidade cristã
• A liberdade da Igreja para organizar eventos
• O papel da Igreja na sociedade
• O tratamento de cristãos considerados individualmente
• Outros fatores limitadores da vida de igrejas e cristãos. 
As respostas a essas questões oferecem um bom vislumbre sobre a falta de liberdade de opção religiosa e prática da fé. Há 49 questões desse tipo para serem respondidas. São perguntas de múltipla escolha e a cada resposta é atribuída uma avaliação em pontos.

Quanto mais pontos um país recebe, pior a situação. Dessa forma, a Portas Abertas resolveu o problema de comparar países entre si e montou uma lista com maior objetividade. Com uma rede internacional de informantes, a organização publica uma atualização da lista todos os anos.
Os dados são coletados por meio de alguns contatos:
• As igrejas locais nos países onde há perseguição, a fonte mais importante de informações
• As bases de projeto, que informam sobre os países onde trabalham
• Especialistas em várias áreas de conhecimento nesses países
• Viajantes, que são convidados a colaborar com suas impressões sobre a situação atual do país
• Funcionários da Portas Abertas Internacional, que levam o questionário em suas viagens e pedem a diversos contatos que o preencham.
O procedimento é executado desde 1993. Desde janeiro de 2003 a Classificação de países por perseguição é atualizada uma vez ao ano. 

***
Fonte: Portas Abertas 

***
Nos próximos dias vamos postar informações sobre os cinco principais países que mais perseguem cristãos.
Acompanhe conosco o perfil dos países que mais perseguem cristãos:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
 
4. Somália 
5. Irã


Equipe Stauros

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Quem irá?



 
 Justo Deus , Salvador
Do fraco e pobre és defensor
Se fez servo se humilhou
Cristo, nos chamaste
De graça recebemos
De graça vamos dar

Quem irá, cuidar dos famintos
Curar os feridos
Quem irá?
Prosseguindo, além das palavras
Em atos de justiça
Quem irá?

Caminhando em retidão
Submisso ao Senhor
Sempre amando em compaixão
Nos mostrastes Tua vontade
De graça recebemos
De graça recebemos vamos dar

Enche-nos,envie-nos
Enche-nos, envie-nos
Enche-nos, envie-nos, Deus

Em justiça
Compaixão
Quem irá?
Quem irá?
Ao ferido e faminto
Quem irá?
Quem irá?

***
Judson de Oliveira

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Uma igreja que faz festas de aniversário para prostitutas

 http://www.pulpitocristao.com/wp-content/uploads/2011/09/festa_prostitutas.jpg

“Morte lenta”, 3h da madrugada

Tony Campolo conta de uma vez que estava pregando em Honolulu, no Havaí. Campolo vive na costa leste dos Estados Unidos, então seu corpo estava 6 horas à frente do horário havaiano. Às 3 horas da madrugada, era como se fosse 9h pra ele. Acordado e com fome para o café da manhã, ele se viu de madrugada em uma lanchonete “morte lenta”. Assim que deu a primeira mordida no seu donut, oito ou nove prostitutas entraram na lanchonete. O horário de trabalho estava acabando. A conversa do grupo era alta e barulhenta, era difícil não prestar atenção. Ela ouviu uma dizer a outra que era o aniversário dela no dia seguinte. “O que você quer de mim? Um bolo de aniversário?”, foi a resposta sarcástica. “Por que essa grosseria?”, ela respondeu. “Só estou dizendo. Eu não espero nada. Eu nunca tive uma festa de aniversário. Não estou esperando uma agora”. Quando Campolo ouviu isso, tomou sua decisão.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quando você quer morrer por Cristo, mas ele não deixa

http://farm6.static.flickr.com/5106/5731000969_32e1bb1e16.jpg 

Você sabe como é: você está pegando fogo, você está pronto, disposto e capaz; você não precisa mais de nenhum sermão em Romanos 12.1. Você é um sacrifício vivo. Você já leu Radical. Você já leu Louco Amor. Você está pronto para morrer. Você está pronto para morrer por Cristo, pelo evangelho ou por qualquer outra missão que Deus te der.

Seja aonde for, seja como for, Deus, eu estou pronto para sacrificar tudo.

Problema: não há altar. Bem, não como você pensou. E, se existe, ele não existe na glória de suas percepções. Você ora continuamente para que Deus te mostre a direção dele. Tem que haver um lugar para mim em seu exército.

Aqui está o que você faz:

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Entrevista sobre a Cracolândia


Uma entrevista com Bruna Vichi do site Juventude na Rocha, uma jovem de dezoito anos que teve a oportunidade de conhecer e trabalhar na Cracolândia. Veja:  

1) Bruna, nós sabemos que você trabalha com missões há bastante tempo. Gostaríamos que falasse como surgiu esse convite e também como aconteceu de você ir para a Base Mundial de Missões em SP.
Há alguns anos atrás, recebi o convite da então presidente de missões da Quadrangular que freqüento, Zilda Goetze, para compor sua equipe desempenhando o papel de secretária. E então, certa vez, após ir conhecer o trabalho desenvolvido pela Base Mundial de Missões de São Paulo através de um amigo, nos convidou de forma emocionada. Prontamente aceitei. Tinha certeza da experiência envolvida.

Confesso que fiquei profundamente assustada. Dois paradigmas foram completamente quebrados em mim: os preconceitos que eu tinha em relação aos marginalizados pela sociedade e igreja e os pré-conceitos que eu tinha sobre os cristãos. Até então, nunca tinha visto tanto morador de rua junto, nem tantos cristãos alternativos (tatuados, com piercings, cabelos diferentes, totalmente fora do convencional). Foi um choque.

2) Como foi o primeiro contato com a Cracolândia?
Na primeira noite do treinamento, quase não dormi. Da janela do quarto, eu via logo ali do outro lado da rua, crianças usando drogas deitadas sob o papelão. E na esquina, as prostitutas que aguardavam seus “clientes” em frente ao prostíbulo. Era tão perto, que podíamos vê-las dentro de seus quartos. Acho que a primeira noite na Cracolândia para todas as pessoas é igual; lágrimas por sentir-se tão incapaz diante de situações iguais ou piores como essas.

3) Você já participou de outros treinamentos realizados na Base?
Depois desse primeiro treinamento, participei de vários outros e a certeza de que eu não fazia nada permaneceu. Chorei em muitos, mas então percebi que só chorar não aliviaria a dor de ninguém, a não ser a minha. Quanto individualismo! Na base a gente faz o possível para ajudar os marginalizados. A gente dá alimentação, banho, passa horas ouvindo suas histórias, ensina uma profissão e de uma forma diferente, prega o evangelho. E diante de todas essas situações, ainda fazemos pouco. Não há amor maior que o de Jesus. Foi ele quem morreu e na sua morte temos vida.

4) Conte-nos alguma experiência interessante.
Na Cracolândia, você é sempre convidado a amar. Lembro-me de duas situações marcantes em mim: a primeira foi em uma vez que conversei e abracei por horas uma senhora agradabilíssima para então perceber que ela tinha lepra. O pastor Jair, responsável pela base, convenceu-me do óbvio que eu queria esconder; se soubesse que ela tinha essa doença, não teria a abraçado. E em outra vez, ganhamos um prato de Yakissoba feito no meio da rua para comermos com os moradores, em pleno Largo do Arouche. Foi difícil comer aquilo. Difícil porque nos achamos tão melhores e até mais limpos que eles. Mas nessas situações aprendemos tanto sobre o amor de Jesus, que embora santo, deu-nos seu sangue para nos limparmos de todas as cascas de sujeira pecaminosa que se impregna em nós, todos os dias.

5) Como você acha que a Igreja tem se comportado, no que diz respeito a missões?
A estagnação conquistou o corpo de Cristo de forma que não fazemos nada pelos pequeninos, desobedecendo completamente sua ordem. E é engraçado porque, transformamos as palavras de Jesus tão vivas e cheias de ações em dogmas religiosos que só impõem regras e excluem os que não se adéquam a eles. E quando alguém decide abrir mão do seu conforto e prazer para obedecer e pregar o evangelho de Cristo, aceitando punição e até morte por esse ideal, não é amparado pela igreja.

Logo após constituir igreja, nos livros seguidos ao de Atos, vemos igrejas que apresentam problemas equivalentes aos que exprimimos hoje. As repreensões do apóstolo Paulo foram convenientes na época e ainda são em nossa. Mas, mesmo depois de séculos, de guerras “em nome de Deus”, de Lutero, Calvino, Ashbel Green, Wesley, Agostinho, Madre Tereza e tantos outros que tentaram pregar um evangelho com menos religião (sem aceitar a visão ecumênica, apenas contemplando homens que por vezes não professavam o protestantismo, mas sem dúvidas tinham Jesus em suas ações) admiro-me muito por ver uma igreja tão cheia de si.

Enquanto ainda existem bilhões de pessoas que NUNCA ouviram falar absolutamente nada sobre Jesus, existem igrejas que clamam pela teoria da prosperidade, unções e “atos proféticos” que não tem nenhum embasamento bíblico. É como diz Ricardo Robortella em uma canção: “o mundo dorme nas trevas, a igreja não luta, pois dorme na luz…” ou então como dizia Keith Green “não adianta você assinar um cheque. Deus não pode sacar cheques no céu. Ele precisa de você”.

Definitivamente precisamos parar de pregar um evangelho cujo personagem principal é o nosso eu. Isso é errado e precisa parar urgentemente. Enquanto estivermos preocupados em pregar para uma platéia, ser reconhecido e aplaudido, ter o conforto ao invés do confronto, não faremos de forma alguma o papel que Cristo nos confiou, como sua igreja. 

***

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Entenda a maior e mais severa crise de insegurança alimentar dos últimos 20 anos

http://www.un.org/News/dh/photos/large/2011/August/482283-somalia.jpgAs Nações Unidas declararam uma epidemia de fome nas regiões de Bakool do Sul e Baixa Shabelle, no sul da Somália, em 20 de julho. Duas semanas depois, mais três regiões já haviam sido afetadas: Shabelle Central, Corredor de Afgoye e a capital, Mogadíscio. Outras áreas do país podem ser atingidas pela crise nos próximos dois meses se não houver uma ampla intervenção humanitária. Para isto, são necessários 2,481 bilhões de dólares e, até o momento, os doadores disponibilizaram 1,034 bilhão. Dezenas de milhares de pessoas morreram e mais vidas estão em risco. Quase metade da população – 3,7 milhões de pessoas – precisa de assistência humanitária. Isto representa um aumento de 35% desde o início do ano, quando havia 2,4 milhões de necessitados.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FOME NA ÁFRICA: ONU pede ajuda maciça e urgente

Agência alimentar alerta: 12,4 milhões podem morrer na Somália e em mais três países

Mais de 12,4 milhões de vidas estão em risco na Somália, no Djibuti, na Etiópia e no Quênia, por um único motivo: a fome. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançou ontem um alerta sobre a grave situação na área conhecida como Chifre da África, e pediu ajuda internacional urgente e maciça.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Apadrinhamento do Fundo Cristão para Crianças


Cris Guerra fala sobre Apadrinhamento do Fundo Cristão para Crianças
A publicitária e blogueira Cris Guerra (http://www.hojevouassim.com.br ) é madrinha de uma criança há mais de oito anos pelo Fundo Cristão para Crianças. Neste vídeo feito para o lançamento do novo http://www.apadrinhamento.org.br, ela compartilha sua emocionante experiência como madrinha do Fernando. 

Faça você também a sua parte, apadrinhar é fácil, legal e vale a pena! http://www.apadrinhamento.org.br

***
Vídeo: Nenhum Destes (http://youtube.com/nenhumdestes)
Trilha sonora: Roque Ney Mota

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Missões não é o alvo final da Igreja

http://jubaman.blog.com/files/2011/03/alvo.pngMissões não é o alvo final da igreja. Adoração é.  A Adoração é o auge, não missões, porque Deus é o auge, não o homem.
Como podemos parar diante da Excelência do Deus Todo-Poderoso e não sermos atingidos pelo sentimento de compartilhar? É como você estar lendo um dos salmos, e a Majestade e Glória de Deus lhe serem manifestas, sua maior necessidade será de, além de Contemplar, Anunciá-lo a outros! A razão porque a Adoração é o alvo em missões é que é o alvo de Deus. Estamos para Anunciar a Majestade e Grandeza desse Eterno Deus.
Quando esta era terminar, e os milhões incontáveis dos redimidos se prostrarem diante do trono de Deus, missões terá terminado. É uma necessidade temporária. Mas, a Adoração e a Contemplação permaneceram para sempre.
A Adoração, portanto, é o combustível e o alvo de missões. É o alvo de missões porque em missões simplesmente tentamos trazer as nações para dentro do gozo supremo da glória de Deus. O alvo de missões é a alegria dos povos diante da grandeza de Deus. Onde há paixão fraca por Deus, o zelo para missões  também estará fraco. Quando a chama de Adoração queimar com o calor do valor verdadeiro de Deus, a luz de missões vai brilhar até aos povos mais remotos da terra. Pois igrejas que não estão centradas na exaltação  da majestade e beleza de Deus tampouco poderão acender um desejo fervoroso de “declarar a sua glória entre as nações” (Sl 96.3).
É provável que você esteja imaginando que missões necessariamente deve ser feita/acontece fora do seu país (porque você está lendo esse post em um blog feito por alguém que está fora do país). Não! Missões você faz no LOCAL onde você está, é você manifestar e anunciar as Boas Novas de Cristo exatamente onde você está.
Não estou pedindo para diminuir a ênfase em missões, mas para magnificar a Deus. Esse é o grande ponto. Como ser um emissário deste grande Deus se não tiver tremido diante dele com regozijo e admiração?
Necessidade em Anunciar a Beleza da Tua Santidade, em Trazer as Nações para dentro do Gozo Supremo da Tua Glória.
"Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR toda a terra. Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia. Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas. Porque grande é o SENHOR, e digno de louvor, mais temível do que todos os deuses. Porque todos os deuses dos povos são ídolos, mas o SENHOR fez os céus. Glória e majestade estão ante a sua face, força e formosura no seu santuário.
Dai ao SENHOR, ó famílias dos povos, dai ao SENHOR glória e força. Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferenda, e entrai nos seus átrios. Adorai ao SENHOR na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra.
Dizei entre os gentios que o SENHOR reina. O mundo também se firmará para que se não abale; julgará os povos com retidão.Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude. Alegre-se o campo com tudo o que há nele; então se regozijarão todas as árvores do bosque, Ante a face do SENHOR, porque vem, porque vem a julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos com a sua verdade."
Salmos 96
SOLI DEO GLORIA

***
Por: Marcilio Augusto.
http://missaofogoegloria.com.br/

 
Design by Jogos Online Gratis