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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Irã - Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta

  
Perfil Irã
Os cristãos relatam violência física, ameaças e discriminação por causa de sua fé. Muitos cultos têm sido monitorados pela polícia secreta

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
Segundo o relato de Atos 2:9, havia cristãos medos/persas entre os primeiros cristãos, na ocasião do pentecostes. A presença de cristãos na Pérsia data, então, desse período e já no século IV d.C. havia ali uma igreja cristã persa bem organizada. Ali se desenvolveu um cristianismo sírio, cuja língua era o aramaico. Ainda no século IV, a Armênia e a Mesopotâmia foram devolvidas aos domínios persas. Com isso, os cristãos dessas cidades, após fugirem da perseguição Sassânida, viram-se novamente sob o jugo dos persas, razão pela qual hoje a Igreja iraniana é composta em sua maioria por armênios. No século V, por não concordar com alguns dogmas do cristianismo ocidental (católico) e devido às constantes guerras entre os persas e os bizantinos, a igreja persa rompeu com o restante da igreja cristã. Além disso, os cristãos persas eram adeptos do Nestorianismo*, e os nestorianos foram expulsos e perseguidos pela Roma Cristã por sua concepção acerca de Jesus.

Após a chegada do Islamismo no país através dos árabes, no século VII d.C., a situação dos cristãos no Irã piorou bastante. Nos últimos cinco séculos, o Cristianismo no Irã tem sido uma religião tolerada: os primeiros missionários católicos chegaram ao país no século XVII e os primeiros protestantes, no XVIII.
Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.
As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte deles é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

A Perseguição
A primeira perseguição aos cristãos na Pérsia talvez tenha acontecido no século IV d.C., quando os persas sassânidas, governantes na época, resolveram aumentar seus impostos e persegui-los, por considera-los um grupo subversivo e desleal ao governo estabelecido. Além disso, o fato de Constantino ter declarado o cristianismo a religião do Império Romano também contribuiu para a rejeição dos sassânidas aos cristãos, já que os romanos eram os grandes inimigos dos persas. Devido à perseguição, muitos cristãos persas emigraram para outras regiões controladas pelo Império Romano.
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Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, porém alguns deles são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão: são interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução. Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que frequentemente ameaçam os cristãos de morte.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979. O crescimento das igrejas domésticas tem deixado as autoridades políticas e religiosas com receio, o que leva a uma repressão maior.

História e Política
Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mordecai para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

O país está estrategicamente localizado no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas, banhado pelo Mar Cáspio e pelo Oceano Índico. Seu nome atual (Irã) deriva da palavra “airyana”, em referência às populações arianas que habitavam a Pérsia. Seu antigo nome (Pérsia) fazia referência a Perses, filho de Perseu, personagem da mitologia grega e antepassado dos antigos reis persas.

A história do Irã iniciou-se em tempos bastante remotos, quando povos indo-europeus se estabeleceram na região, por volta de 2000 a.C. No planalto iraniano formaram-se dois grandes povos divididos em dois grandes reinos: os Medos e os Persas. O reino dos persas era comandado pela família Arquemênida, que deu nome à dinastia que reinou na Pérsia até ser conquistada pelos Macedônios. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura persa e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes.

Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central) avançaram sobre o território persa, conquistando cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol.

[iranians_protest_june_05.jpg]A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, governando até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.

Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas, visando à modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo. Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada. Esse sistema deu o poder religioso à autoridade, que passou a ser conhecida como "líder supremo'". De 1980 a 1988 o país entrou em guerra com o vizinho Iraque, causada por uma disputa territorial que teve início na década de 1970.

O Irã é uma República Teocrática: tem um presidente, mas quem dita as regras é a elite religiosa dos aiatolás.

População
Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população do país. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país.

A religião oficial do país é o islamismo, sendo os xiitas a maioria. Existem pequenas minorias de zoroastras, bahaístas, judeus e cristãos. Em fevereiro de 2011, milhares de pessoas tomaram as ruas da capital, Teerã, para protestar contra o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Essa revolta foi impulsionada pelas manifestações que aconteceram em outros países do mundo muçulmano.

Economia
A economia iraniana é baseada na exportação de petróleo e gás natural. Além desse combustível e seus derivados, o país é conhecido pela tapeçaria, que também é exportada. O Irã se desenvolveu de forma significativa, mas grande parte do progresso foi perdida nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado.

Em anos recentes, o Irã adotou uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente.

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Fonte: Portas Abertas

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Somália - Os poucos cristãos são fortemente perseguidos, e devem praticar sua fé em segredo.


Os poucos cristãos são fortemente perseguidos, e devem praticar sua fé em segredo. Alguns foram forçados a fugir para viver em outros países

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
Os primeiros missionários cristãos chegaram à Somália em 1881. Em quase um século de trabalho, eles conseguiram algumas centenas de convertidos, até que foram obrigados a se retirar do país em 1974.
O Cristianismo é uma religião minoritária na Somália: aproximadamente mil praticantes em uma população de mais de 9 milhões de pessoas.

A maioria dos cristãos somalis pertence à etnia minoritária bantu. Não há perspectiva de crescimento da igreja na Somália para os próximos anos, devido à constante instabilidade política e econômica em que vive o país e aos constantes ataques de grupos radicais islâmicos.

A Perseguição
A falta de lei no país (não há Constituição, por exemplo) abre espaço para o crescimento do extremismo religioso, que é o grande responsável pela perseguição aos cristãos somalis.

Há uma Carta de Direitos do governo de transição, mas não possui restrições ou proteções à liberdade religiosa. Duas regiões no país - Somalilândia e Puntlândia - adotaram o islamismo como a religião oficial. Em ambas as regiões, os muçulmanos não podem abandonar o islamismo, sob pena de morte. Ou seja, para os somalis, o ex-muçulmano é um infiel, que merece a morte.

http://cultura.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/cultura-da-somalia/cultura-da-somalia-12.jpgExtremistas têm acusado organizações cristãs de ajuda humanitária de aproveitarem o caos no país para divulgar o evangelho. Tais acusações acabam atraindo a atenção da mídia e levando a ataques públicos contra os cristãos por parte dos jornais locais. Além disso, os partidos políticos muçulmanos têm publicado relatórios que detalham os programas evangelísticos e advertem severamente o povo somali a manter distância de tais atividades. Desde que se tornou independente, em 1960, a Somália sofre com grupos radicais, como o Movimento Nacional Somali (SNM), o Movimento Patriótico Somali (SPM), o Congresso Somali Unido (USC) e o mais conhecido deles, o Al Shabaab, grupo radical islâmico criado em 2004, que domina algumas áreas ao sul do país e tem como objetivo principal derrubar o governo de transição da Somália e instalar um governo teocrático baseado na Sharia (lei islâmica). O Al Shabaab é financiado pela Al Qaeda: além de causar instabilidade política no país, esses grupos coíbem e reprimem qualquer possibilidade de trabalho missionário ou de evangelismo no país.

História e Política
A Somália está localizada no extremo leste do continente africano, na região semiárida conhecida como Chifre da África. O território somali apresenta paisagens variadas, com regiões montanhosas ao norte, desertos e savanas na área central e uma região subtropical ao sul. A origem do nome do país é incerta, mas Somália significa “terra dos somalis”.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkEd9y2c2cRsFuytjN00Nlf-cC-Gd7xgFqCeH3VMVwq5H_dkFhqvYqeQedTJYWjcEj1EHIs4RPAQaDqwq2b0VGzcTWhv9A2vCli7mN2rBG-FjElYBw-_q1AQ5UpZPlW1NVHsp7rnFaLjTl/s1600/Somalia2.jpgHá na Somália artes rupestres que datam do período paleolítico, de aproximadamente 9.000 anos antes de Cristo. As evidências mais antigas de cerimônias funerárias no Chifre da África foram encontradas em cemitério da Somália, datadas do ano 4000 a.C. Na antiguidade, os estados-cidades que formavam a Somália desenvolveram um comércio muito lucrativo com os principais impérios da época (Egito, Grécia, Pérsia, Roma), aos quais fornecia especiarias como mirra e incenso.

No século VII os árabes se instalaram na costa da Somália, com o intuito de desenvolver o seu comércio na região e pregar a religião islâmica. A rápida adesão ao Islã por parte da população somali influenciou  para que a religião se expandisse com sucesso por todo o seu território. No século XIX, as cidades litorâneas da Somália foram incorporadas ao Império Turco-Otomano. No século XX, tornou-se colônia italiana juntamente com a Etiópia, denominada Somalilândia Italiana; durante a Segunda Guerra Mundial, parte do seu território foi ocupada pelos britânicos.

A Somália tornou-se independente em 1960, quando italianos e britânicos se retiraram e o território foi unificado. Desde sua independência, o país tem tido conflitos com a Etiópia pela posse da região de Ogaden (Estado da Etiópia).

A Guerra Fria acabou por beneficiar a Somália economicamente, pois o país recebia subsídios da União Soviética em um primeiro momento; mais tarde, passou a recebê-los dos Estados Unidos. Apesar disso, os conflitos internos e externos acabaram por devastar a nação e sua população.

Em 1991, uma sangrenta guerra civil derrubou a ditadura governante e lançou o país em total desgoverno, com mais de 20 clãs armados lutando entre si pelo poder. Em 1992, as Nações Unidas intervieram no conflito, a fim de fornecer ajuda humanitária aos necessitados.

Embora o caos e a luta entre os diversos clãs ainda persistam em quase todo o território somali, um governo de transição foi estabelecido em 2004 para promover o processo de paz, após a iniciativa do presidente de Djibuti, Ismael Omar Guelleh, de reunir mais de dois mil representantes somalis em seu país.

O Governo Federal de Transição está situado na capital, Mogadíscio. A cada cinco anos escolhe-se um novo presidente para o governo de transição. No entanto, seu inimigo, a União de Cortes Islâmicas, embora tecnicamente derrotado, continua lutando, com a ideia de instaurar o caos e impor a lei islâmica à sociedade.

População
A maioria da população pertence à etnia somali, que se divide em inúmeros clãs. No entanto, os quatro maiores clãs - dir, daarwood, hawiye e isxaaq - respondem por aproximadamente três quartos da população do país. Os outros clãs, considerados inferiores, agrupam 20% dos somalis localizados no sul e uma minoria pertencente à etnia banta.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnRFcxp-6jJ6HjrTU6aowtClLdW7T69ZrnQgmahWO31CCXjQif_yRbnrtvsTp4cYGb-u1N7fM4x5M8NY9U_zhVD42fgk67tjM7ZOunKpPNbVfH5P5IAwJcKg26BjnCUWyFmWvg-gBxriOH/s1600/somalia_acnur_e_hockstein.jpgO islamismo é a religião oficial da Somália e, com raras exceções, a maioria dos somalis segue a tradição sunita. Há alguns hindus entre os indianos que trabalham no país.

A Somália é uma das nações mais pobres do mundo. Após anos de guerra civil, a economia entrou em colapso e é controlada por uma minoria que explora o narcotráfico, a venda de armas e o comércio de alimentos. A maioria dos somalis vive da pecuária e da agricultura de subsistência, dependendo dos programas de ajuda humanitária.

Economia
A economia do país foi praticamente devastada devido aos vários anos de guerra civil. A agricultura e a pecuária são os setores mais importantes da economia e correspondem a cerca de 40% do PIB do país. Devido às guerras e à fome, a Somália tem uma das mais altas taxas de mortalidade infantil do mundo; o país está entre os oito mais pobres do mundo.

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Fonte: Portas Abertas

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Arábia Saudita - A liberdade religiosa não existe nesse reino islâmico


A liberdade religiosa não existe nesse reino islâmico. Todos os envolvidos em reuniões religiosas não muçulmanas podem ser presos, deportados ou torturados


A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja
De acordo com a tradição, o apóstolo Barnabé foi o primeiro a levar o evangelho à Arábia Saudita. Quando o islamismo chegou à região já havia uma grande população de cristãos. Após o islamismo assumir o controle no século VII, todos os cristãos foram expulsos do país. Desde então, nenhuma missão foi autorizada a entrar na Arábia Saudita. Atualmente, a maioria dos cristãos no território saudita é constituída de estrangeiros que vivem e trabalham nas bases militares ou para as companhias de petróleo. Há um pequeno grupo de cristãos sauditas não declarados, vivendo sob constante temor de ser descobertos, presos e executados. Eles encaram os novos convertidos não com júbilo, mas com medo e suspeita, e esta atitude impede o crescimento da Igreja. Há convertidos sauditas, mas é extremamente difícil se chegar a um número exato, pois não estão organizados em igrejas, nem em grupos domésticos.

A perseguição
http://www.aquavitae.com/wp-content/uploads/2008/08/pabellon_arabia_saudi.jpgO governo não reconhece legalmente a liberdade religiosa e nem dá proteção a grupos que se reúnam ilegalmente. A prática pública de religiões não muçulmanas é proibida. A Arábia Saudita é uma monarquia islâmica sem proteção legal à liberdade de religião. O islamismo é a religião oficial e a lei exige que todos os cidadãos sejam muçulmanos. De acordo com a Sharia, a apostasia (abandono do islamismo) é considerada um crime punível com a morte, se o acusado não se retratar. O governo reconhece o direito de cristãos estrangeiros cultuarem em particular. Os cristãos que exercem sua fé de modo particular e discreto quase nunca são incomodados. Entretanto, há problemas quando cidadãos se queixam dos cultos realizados pelos vizinhos. Alguns alegam que informantes pagos pelas autoridades se infiltram em seus grupos cristãos particulares. O governo oferece uma recompensa equivalente a um ano de salário – um prêmio tentador para muitos – a qualquer pessoa que denunciar uma reunião cristã. O proselitismo e a distribuição de materiais não muçulmanos, como Bíblias, são ilegais. Tais materiais estão sujeitos ao confisco, apesar de as normas parecerem aplicar-se arbitrariamente. O governo restringe a liberdade de expressão e de associação; a imprensa exerce a autocensura com relação a assuntos delicados, como a liberdade de religião.

História e Política
Circundada pelo Mar Vermelho e pelo Golfo Pérsico, a Arábia Saudita está localizada no coração do Oriente Médio e possui fronteiras com sete países. Grande parte de seu território é desértico, com a presença de alguns poucos oásis. A maioria dos sauditas vive em grandes cidades, tais como Riad (sede do reinado), Jidá (onde se localiza o mais importante porto do país), Ad Damman (produtora de petróleo), Meca (o coração do islã, aonde todos os muçulmanos do mundo devem ir pelo menos uma vez na vida) e Medina (cidade sagrada e centro cultural). Medina é a cidade para a qual Maomé fugiu, [Hégira] em 622 d.C., quando foi perseguido em Meca por divulgar o Islã.

http://undhimmi.com/wp-content/uploads/2010/11/british-muslim-schoolchildren-are-being-indoctrinated-in-sharia-and-jew-hatred-at-saudi-funded-weekend-schools.jpgAcredita-se que a Arábia Saudita era o lar original de alguns povos bíblicos, como os cananeus e os amorreus. Muitos impérios antigos dominaram o território saudita nos períodos anteriores ao nascimento de Cristo. Alexandre, o Grande, tinha planos de conquistar a região, mas morreu antes de realizá-los. O primeiro grande acontecimento que marcou a Arábia Saudita foi o nascimento de Maomé, em 570. Por seu intermédio, o islã foi fundado no século VII e, desde então, as batalhas políticas e históricas ocorridas no país ficaram restritas às várias vertentes islâmicas lutando pelo poder. O nome saudita deriva de uma disputa política entre duas famílias tradicionais da Arábia, os Al Saud e os Al Rashid, em que os primeiros saíram vitoriosos. Após reconquistar e unificar (1932) os reinos dominados pela família Al Rashid, o rei Ibn Saud deu à Arábia seu sobrenome, permanecendo até hoje como Reino Arábia Saudita.

Desde então, este reino tem procurado caminhar em uma frágil linha entre o relacionamento com o mundo exterior e o isolamento, para preservar a pureza da fé islâmica. Atualmente, o país continua sendo governado por uma monarquia baseada na Sharia, a lei islâmica. Em março de 1992, uma série de decretos reais criou o primeiro Código de Direitos do país. Não há poder legislativo e as leis são estabelecidas pelo rei e por seus ministros. Em sua bandeira há uma frase que define o tipo de política adotada pelo Reino Saudita - o país é um Estado islâmico governado por uma monarquia, o rei é o chefe de estado e governo. O texto em árabe diz: “Não há nenhum Deus além de Alá e Maomé é seu profeta”. Esse texto é a Shahada, que significa “testemunho” e é a declaração de fé islâmica, a profissão de fé dos muçulmanos e o primeiro dos cinco pilares do Islã.

Na Arábia Saudita, é o Islã que legitima o governo do rei, que é responsável pela manutenção do estado teocrático.

População
Há cerca de 42 grupos étnicos na Árabia Saudita, todos unidos por um forte nacionalismo religioso. A população é adepta do Islamismo Sunita.

Economia
A Arábia Saudita tem uma economia baseada no petróleo, com forte controle governamental sobre as principais atividades econômicas. Possui cerca de 20% das reservas mundiais de petróleo comprovadas, classificando-se como o maior exportador de petróleo do mundo e desempenhando um papel de liderança na OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). O setor petrolífero representa cerca de 80% das receitas orçamentais, 45% do PIB e 90% das receitas de exportação. A Arábia Saudita incentiva o crescimento do setor privado, a fim de diversificar a sua economia e empregar mais cidadãos sauditas.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgqwqzqgBLLVlaC_AS4Y0VopubPiWpx3NIWhvpdaPAUed0EdXbnelRsfZ24gOhydKQwdERGn1plKXoNdlKEfZk79n_yKeN-dMJhpuTQiy3TX083MkQKrPGGCzETqyZEwmNaQSaBsq4AuQM/s1600/riad-arabia-saudita-al_anoud_tower-foto-wikipedia.jpgO país tem aumentado os esforços nas áreas de geração de energia, telecomunicações, exploração de gás natural e petroquímica. Quase 6 milhões de trabalhadores estrangeiros desempenham um papel importante na economia do país, especialmente nos setores de petróleo e de serviços, enquanto Riad luta para reduzir o desemprego entre os seus nacionais. As autoridades estão particularmente concentradas em empregar sua grande população jovem, que geralmente não tem a educação e as competências técnicas para atender às necessidades do setor privado. Riad substancialmente impulsionou as despesas relativas à formação profissional e educação, mais recentemente com a abertura da Universidade de Ciência e Tecnologia – a primeira universidade da Arábia Saudita, coeducacional. Como parte de seu esforço para atrair investimentos estrangeiros, a Arábia Saudita aderiu à OMC (Ordem Mundial do Comércio) em dezembro de 2005, depois de muitos anos de negociações. O governo começou a criação de seis "cidades econômicas" em diferentes regiões para atrair investimento estrangeiro, planejando gastar 373 bilhões de dólares entre 2010 e 2014 no desenvolvimento social e nos projetos de infraestrutura, para promover o desenvolvimento econômico do país.

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Fonte: Portas Abertas

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Afeganistão - O cristianismo continua crescendo

Perfil Afeganistão
Os cristãos no Afeganistão que falam sobre sua fé enfrentam violência e ameaças de morte. Mas apesar de todos os perigos, o cristianismo continua a crescer

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja

O Cristianismo chegou ao Afeganistão nos primeiros séculos da era cristã. Por volta de 400 d.C., já havia um bispo instalado na cidade de Herat. A partir do século XIV, através do conquistador Emir Timur, deu-se inicio à erradicação do cristianismo. A Igreja afegã sofreria também sob outros governos, como o soviético (que comandou o país de 1978 a 1992) e o Talibã (1996-2001). Após assumir o governo do país em 1996, o Talibã impôs duras restrições a outras religiões, proibindo conversões, liberdade de culto e evangelismo. Outro grupo que sofreu sob o governo teocrático do Talibã foi o das mulheres, que foram impedidas de frequentar as mesquitas e de ir à escola, acentuando ainda mais o alto nível de analfabetismo no país.

A perseguição
A Constituição afirma que o Islamismo é a religião oficial do país e que os seguidores de outras religiões têm o direito de professar sua fé e praticar seus ritos e cultos abertamente, desde que dentro dos limites impostos pela lei islâmica (Sharia). Como na maior parte dos países islâmicos, os sunitas são maioria também no Afeganistão, onde os xiitas compõem a segunda maior seita islâmica e o restante da população é dividido entre cristãos, hindus, Bahá’ís e outras seitas oriundas do islamismo.

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A conversão de um muçulmano a outra religião é considerada apostasia, sendo punível com a morte em algumas interpretações da lei islâmica no país. O código penal não define apostasia como crime e a Constituição proíbe a punição por crime não definido no código penal, que, no entanto,  afirma que os crimes graves, incluindo a apostasia, seriam punidos de acordo com a Hanafi, jurisprudência religiosa, e manipulados por um procurador-geral do escritório. Cidadãos do sexo masculino com idade acima de 18 e do sexo feminino acima de 16 anos, de mente sã, que se converteram a outra religião que não o islã, têm até três dias para se retratar de sua conversão, ou serão sujeitos a morte por apedrejamento, à privação de todos os bens e posses e à anulação de seu casamento. O mesmo acontece quando o individuo é acusado do crime de blasfêmia.

História e Política -Talibã
Localizado no sul da Ásia, entre a Ásia Central e o Oriente Médio, o Afeganistão foi ao longo de sua história uma rota percorrida por muitos conquistadores, como Alexandre, o Grande, e Gengis Khan, devido à sua posição estratégica na região. Seu conjunto cultural e linguístico é formado pela língua, cultura e religião de povos vizinhos (Paquistão, Índia, Irã, China, Uzbequistão, Turcomenistão, Tadjiquistão), sendo, dessa forma, influenciado pelas culturas grega, persa e hindu. Após sua independência da Grã-Bretanha, em 1919, o Afeganistão passou por pelo menos três tipos de governo: autocracia monárquica (1929-1973), regime comunista (1978-1992) e estado teocrático (1996-2001).

Quando chegou ao poder, em 1996, o Talibã estabeleceu o Emirado Islâmico do Afeganistão, que tinha como principal objetivo político-religioso a implementação da lei islâmica, Sharia. Dessa forma acreditavam conseguir uma unidade nacional e um estado de paz permanente, após anos de guerra civil. Atualmente o sistema de governo adotado pelo Afeganistão é o de República Presidencialista.


População
A população do Afeganistão é de aproximadamente 30 milhões de habitantes. O país é composto por alguns grupos étnicos (turcomanos, uzbeques, tadjiques e hazaras) com práticas linguísticas e culturais diferentes, sendo o principal deles o pashtun, um grupo sunita que representa hoje 42% da população e se localiza ao sul e leste do país. O grupo radical nacionalista islâmico Talibã se origina dessa etnia. A maioria dos xiitas são membros do grupo étnico hazaras, que compõem 1/5 da população do país, tradicionalmente segregada do resto da sociedade por uma combinação de fatores políticos, étnicos e religiosos, alguns dos quais resultaram em conflitos. 
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhGfr5xcxvXj9NPd4ceDgx9DXQUEyU1fGNdgYuclkwLEYWYOHQh6F4ey20Orc0-5RkgsbOpqdaR7dez0_5l-ckZKzYAqa-j9ssc-do6p6jW6eRHJsRdp8mru7DhaDyQwOXg49M2y3OBUDmd/s400/Afeganist%C3%A3o.jpgOs hazaras acusaram o governo de dar tratamento preferencial aos pashtuns e a outras minorias, ignorando, sobretudo a etnia hazara. O governo fez esforços significativos para enfrentar tensões históricas que afetam a comunidade hazara. Xiitas geralmente são livres para participar plenamente da vida pública. Com as reformas do governo, os hazaras ganharam acesso às universidades, aos empregos públicos e a outras atividades e direitos, sendo que, antes, lhes era negado até o direito de ser alfabetizados.

Economia
A economia do país é baseada na agricultura. O governo afegão tem tentado mudar a cultura de plantio e comércio da papoula (entorpecente que tem tornado milhares de cidadãos dependentes químicos e, ao longo dos anos, financiado as ações do Talibã) para o de outras culturas, como feijão e milho, além de receber doações em grãos e dinheiro de outros países e de ter como principais parceiros comerciais os países vizinhos. Devido à destruição gerada pelas seguidas guerras civis, o país é um dos mais pobres do mundo, com um alto nível de analfabetismo, sendo extremamente dependente de doações externas.

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Fonte: Portas Abertas

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Coreia do Norte - País que mais persegue cristãos


Perfil Coreia do Norte
Local no planeta onde ser cristão é mais difícil. Os cristãos são presos, torturados e mortos. No entanto, a Igreja está crescendo: há cerca de 400.000 cristãos no país

A Igreja e a Perseguição Religiosa
A Igreja 
O cristianismo chegou à península coreana, no final do século XVII, através de católicos coreanos feitos prisioneiros de guerra e enviados ao Japão pelos algozes japoneses que invadiram o país com o propósito de dominar a China. Em terras nipônicas, os coreanos tiveram contato com o evangelho (muitos dos quais se tornaram mártires) e, quando puderam retornar a seu país, levaram consigo a nova fé. O início do cristianismo no país se deu no século XVIII (1793), quando a igreja passou por perseguições isoladas, mas suas raízes já estavam suficientemente fortes e fincadas na Coreia. Antes da guerra que dividiu a península corenana, a capital do país, Pyongyang, abrigava quase meio milhão de cristãos, constituindo na época 13% da população. Após a guerra, muitos cristãos fugiram em direção ao sul ou foram assassinados.

A perseguição

A Constituição prevê a "liberdade religiosa", no entanto, na prática, o governo restringe severamente qualquer atividade religiosa, exceto o que possa ser supervisionado rigorosamente por grupos reconhecidos oficialmente, ligados ao governo. Uma autêntica liberdade religiosa não existe, apenas igrejas rigorosamente controladas pelo governo. As igrejas que existem na cidade hoje são basicamente "igrejas de fachada", servindo à propaganda política sobre a liberdade religiosa no país. Quase todos os cristãos na Coreia do Norte pertencem a igrejas não-registradas e clandestinas. O culto deles se constitui de um encontro "casual" de dois ou três deles, em algum lugar público. Lá eles oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.

 A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos dominadores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Inicialmente os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao ser derrotados na Guerra da Coreia, soldados norte-coreanos em retirada frequentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.

O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, quer esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, quer tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados aos campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo, que deve trabalhar 18 horas por dia. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.

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Mulher norte-coreana
Em setembro de 2007, a revista Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos.  Um desertor, Son Jong-Nam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corredor da morte em Pyongyang. Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coreia do Norte, por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il. Desde o final do século XIX, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coreia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os "cultos telefônicos" têm de ser rápidos e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coreia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.

História e Política

Localizada na metade setentrional da Península da Coreia, no leste asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por altas montanhas separadas por vales estreitos e profundos. Densas florestas cobrem cerca de dois terços do país. O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, "alto e belo", nome da dinastia que governou o país de 918 a.C. até 1392 d.C. Os habitantes da península coreana imigraram da Sibéria entre os séculos X e XIII a.C. No ano 108 a.C., os chineses dominaram a península e a dividiram em 4 colônias chinesas. No século XIII, Koryo foi invadida por mongóis, que passaram a ter grande influência na corte. E em 1392, Yi Song-gye fundou a dinastia Choson (Yi), que durou até 1910.

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Kim Jong-Il, ex-ditador
O século XX foi decisivo para a configuração política atual do país. Com interesses políticos e econômicos sobre a península coreana e sobre outros países da Ásia, o Japão anexou a Coreia ao seu território, transformando o país em seu protetorado. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a Coreia se viu livre para se consolidar como nação independente no cenário mundial. Foi a partir de 1945 que o cenário político atual da Coreia começou a se formar: nesse ano, com o apoio da União Soviética, o norte se proclamou independente do sul, recusando-se a cooperar com as Nações Unidas e passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung. No ano de 1950, o norte invadiu o sul da península, na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), que culminou com a divisão definitiva da Coreia e a criação de dois novos países: Coreia do Norte e Coreia do Sul, o primeiro comunista e o último capitalista. O armistício assinado em 1953 definiu o paralelo 38 como a zona desmilitarizada da Coreia. A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo. A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há grande tensão entre as duas Coreias.

Desde a divisão, a Coreia do Norte teve apenas dois presidentes: Kim II Sung, que governou o país até 1994 e seu filho Kim Jong-il, que está no poder desde então. O governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária. O país tem sido profundamente marcado por um "culto à personalidade" que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus. O mais provável é que Kim Jong-il seja substituído no governo do país por seu filho, Kim Jong-Un.

População

http://n.i.uol.com.br/noticia/2010/02/24/criancas-norte-coreanas-em-pyongyang-coreia-do-norte-durante-cerimonia-em-comemoracao-aos-68-anos-do-ditador-kim-jong-il-1266997391345_615x300.jpg
Crianças norte-coreanas na capital Pyongyang
A população norte-coreana é de pouco mais de 24 milhões de pessoas, sendo 60% urbana. Etnicamente, ela é constituída quase que totalmente por coreanos (99%). Há um pequeno número de chineses e japoneses residindo no país. Segundo estimativas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas, como xamanismo, confucionismo ou budismo. Há grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.
Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação. A população sofre com a fome, já que normalmente os alimentos do país são primordialmente direcionados ao exército.  Há abertura para organizações humanitárias atuarem, a fim de aliviar a fome da população, mas os esforços não são suficientes. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-nas para os seus soldados. O próprio presidente Kim Jong-Il disse, certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva.

Economia

A economia da Coreia do Norte é totalmente centralizada no Estado, totalmente planejada pelo governo; a indústria pesada e a agricultura (arroz, milho, batata, soja) são as principais atividades econômicas do país. Pyongyang é o centro comercial do país; as relações econômicas da Coreia do Norte com outros países são poucas, sendo a China o principal parceiro comercial do país. O turismo é também uma importante fonte de renda para a Coreia do Norte: todo turista ou grupo de viajantes deve conhecer o país sempre acompanhado de um guarda ou representante do Estado. 

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Recentemente o ditador da Coreia do Norte Kim Jong-Il faleceu. Houve grande repercussão sua morte por haver um mistério a respeito do futuro do país. resta-nos orar para que o melhor aconteça aos nossos irmãos. Que eles possam ter liberdade religiosa verdadeira.

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Equipe Stauros

Classificação de países por perseguição

CONFIRA A NOVA CLASSIFICAÇÃO DE PAÍSES POR PERSEGUIÇÃO!

Todos os anos, a Portas Abertas publica uma lista com os os 50 países mais opressores ao cristianismo. Em 2012, os cinco países onde é mais difícil viver como cristão são:

1. Coreia do Norte
2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
4. Somália
5. Irã


Faça  o download do mapa abaixo e entregue para seus amigos, coloque no mural de sua igreja. Divulgue a causa daqueles que pagam um alto preço somente porque escolheram seguir a fé cristã.

Recursos para download:
Mapa para impressão em A4
Mapa para impressão de banner





A Portas Abertas desenvolveu a Classificação de países por perseguição com base em suas experiências de campo, pois precisava de algum padrão para comparar a situação da Igreja cristã em vários países. Por exemplo: como comparar a perseguição na China com a da Arábia Saudita? Esse padrão precisava ser o mais objetivo possível. E a Classificação tornou possível distinguir situações e delinear prioridades para ações e projetos. Esse é o valor fundamental do levantamento: uma forma de determinar onde a necessidade é mais urgente. 

O trabalho é renovado todos os anos pelo departamento de pesquisa da Portas Abertas Internacional e visa fundamentar as ações empreendidas no campo. Embora os métodos empregados na confecção da Classificação procurem ser o mais fidedignos possível, a lista não tem a pretensão de ser vista como um trabalho acadêmico strictu sensu. Desse modo, a Portas Abertas recomenda aos usuários que tomem a Classificação mais como um elemento de mobilização e conscientização do que como um relatório acadêmico.

Como a Classificação é formada
Ao chegar a um país, a Portas Abertas procura os cristãos locais e lhes pergunta como pode ajudá-los. Em 95% dos casos, esses cristãos pedem oração. O segundo pedido sempre é por Bíblias, materiais de estudo e treinamento.

A Portas Abertas seleciona os países que irá ajudar a partir dos seguintes critérios:
• A Igreja local pode extinguir-se caso não haja ajuda externa
• A obtenção de Bíblias não é possível por meios oficiais
• Existe possibilidade logística (condições de transporte, armazenagem e distribuição dos materiais)
• O país está em localização estratégica e recebeu a solicitação de irmãos locais
A Portas Abertas não atua nos 90 países pesquisados. Também não são necessariamente desenvolvidos projetos nos 50 países da lista, mas dentre os 90 países, cerca de 50 possuem projetos de campo sendo desenvolvidos pela Portas Abertas. 

Atualmente, a pesquisa é realizada por meio de alguns contatos, mas a Portas Abertas Internacional está em vias de obter o apoio de um órgão externo que endossará a lista. A Classificação hoje é o resultado de um questionário específico, desenvolvido com perguntas padronizadas sobre:
• A situação legal dos cristãos no país
• A atitude do regime político em relação à comunidade cristã
• A liberdade da Igreja para organizar eventos
• O papel da Igreja na sociedade
• O tratamento de cristãos considerados individualmente
• Outros fatores limitadores da vida de igrejas e cristãos. 
As respostas a essas questões oferecem um bom vislumbre sobre a falta de liberdade de opção religiosa e prática da fé. Há 49 questões desse tipo para serem respondidas. São perguntas de múltipla escolha e a cada resposta é atribuída uma avaliação em pontos.

Quanto mais pontos um país recebe, pior a situação. Dessa forma, a Portas Abertas resolveu o problema de comparar países entre si e montou uma lista com maior objetividade. Com uma rede internacional de informantes, a organização publica uma atualização da lista todos os anos.
Os dados são coletados por meio de alguns contatos:
• As igrejas locais nos países onde há perseguição, a fonte mais importante de informações
• As bases de projeto, que informam sobre os países onde trabalham
• Especialistas em várias áreas de conhecimento nesses países
• Viajantes, que são convidados a colaborar com suas impressões sobre a situação atual do país
• Funcionários da Portas Abertas Internacional, que levam o questionário em suas viagens e pedem a diversos contatos que o preencham.
O procedimento é executado desde 1993. Desde janeiro de 2003 a Classificação de países por perseguição é atualizada uma vez ao ano. 

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Fonte: Portas Abertas 

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Nos próximos dias vamos postar informações sobre os cinco principais países que mais perseguem cristãos.
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2. Afeganistão
3. Arábia Saudita
 
4. Somália 
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Equipe Stauros

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Morre Kim Jong-Il, ditador da Coreia do Norte

 

O ditador norte-coreano, Kim Jong-Il, morreu no último sábado (17) aos 69, segundo informou nesta segunda-feira a televisão estatal do país comunista, a KCTV. 


Em uma transmissão especial, a emissora informou que Kim morreu às 8h30 locais (21h30 de sexta-feira em Brasília) durante uma viagem de trem, vítima de um "problema cardíaco" devido a uma "grande tensão física e mental".

Kim Jong-Il governou a Coréia do norte desde 1994, mas o governo do país foi passado para suas mãos por seu pai, Kim Il-Sung, que governou o país e colocou ele sob ditadura desde os anos setenta. 

O sucessor do ditador será seu filho, Kim Jong-Un, que tem cerca de 30 anos de idade e que já havia consolidado sua posição como futuro líder da Coreia do Norte em setembro do ano passado, quando foi nomeado publicamente general de quatro estrelas e vice-presidente da Comissão Militar Central do Partido dos Trabalhadores.

A Coreia do Norte ocupa há mais de 10 anos a 1ª posição no ranking de países que mais perseguem os cristãos no mundo. Estima-se que a população cristã seja por volta de 1% de toda a população do país. Ser cristão na Coreia do Norte é você se tornar um inimigo do Estado. 

Outra estimativa é que existam 300.000 cristãos que escondem sua fé na Coreia do Norte. O fato de você possuir uma Bíblia no país é suficiente para que você possa ser executado ou preso pelo resto de sua vida junto com sua família. 

Para o futuro, não podemos afirmar se ocorrerão mudanças no regime norte-coreano com Kim Jong-Un sendo o novo líder. É possível que outros partidos queiram tomar o poder do país, pois Kim Jong-Um é jovem e inexperiente, mas existem também a possibilidade de que o governo continua sob poder dessa família.

A Portas Abertas pede que os cristãos se unam em oração pela Coreia do Norte:

• Ore para que em 2012 possam acontecer mudanças políticas e econômicas dentro do país, para que possa existir mais liberdade para todos os norte-coreanos, inclusive os cristãos.

 • Ore pelos cristãos que estão presos em campos de concentração vivendo de forma desumana. Ore para que eles possam ser libertados o quanto antes.Ore para que eles também possam ser fortalecidos durante esse tempo que estão presos, longe de suas famílias

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 Fonte: Folha de São Paulo / Portas Abertas

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sentença de morte do Pastor Nadarkhani é cancelada: processo será revisado

http://noticias.gospelmais.com.br/files/2011/10/nadarkhani-200x162.jpg 
  O caso do Pastor Yousef Nadarkhani ganhou uma reviravolta, segundo o Centro Americano pela Lei e Justiça (ACLJ), que informou que o Supremo Tribunal do Irã anunciou que o veredito que condenava Nadarkhani à pena de morte por enforcamento foi cancelado, e deverá passar por uma revisão.

Desde que a notícia que o Pastor iraniano havia sido condenado à morte por se recusar a negar a Cristo, diversos países do mundo iniciaram um movimento de pressão ao Irã, para que a pena de morte fosse anulada.

Aqui no Brasil, além de entidades de Direitos Humanos que organizaram abaixo-assinados para enviar aquele país, alguns parlamentares, como o Bispo Marcelo Crivella e o Pastor Marco Feliciano, discutiram o caso e cobraram do Ministério das Relações Exteriores que interviesse junto ao Irã, porém o governo da Presidente Dilma se mantém em silêncio em relação ao assunto.

A nota do Supremo Tribunal do Irã afirma que “devido a algum defeito no processo de Nadarkhani, seu caso foi enviado à corte local para ser revisado e completado em alguns pontos”, e determina que após a revisão do caso “para correção de detalhes e eliminação dos defeitos, o veredicto será emitido novamente, e se o réu recorrer, então o caso será enviado à Corte Suprema, onde a setença definitiva será publicada”.

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Fonte: Gospel+ em 14/10/2011 

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Palavras de Encorajamento

Elas precisam de palavras de encorajamento, estão em Israel e sofrem com protestos diários

Todos os dias, judeus ultraortodoxos gritam em frente à casa onde moram Debbie, seu marido Yoyakim, e seus filhos: “Missões são uma praga para a nação de Israel!”. Eles são o casal de pastores da igreja messiânica na cidade de Arad.

Na casa desta família, eles mal conseguem ouvir a voz uns dos outros, por causa dos gritos dos manifestantes, bem na calçada em frente. Faz sete anos que os judeus ultraortodoxos fazem esse tipo de protesto contra eles.

O mesmo acontece diante da casa de Polly.

Debbie conta que os ultraortodoxos protestam pelo menos uma vez por semana na frente de sua casa “e a polícia não faz nada!”. É sempre o mesmo grupo que esbraveja diante da casa de Polly.

Certa vez, foram 250 manifestantes protestando por duas horas e meia contra as “atividades missionárias de Polly”. Os rabinos faziam discursos e os manifestantes gritavam “amém”, concordando com as palavras deles.  

Cerco perigoso

A vida de Polly, com suas três filhas adotivas, e a vida de Debbie e sua família, estão oprimidas pelo cerco que elas enfrentam. Conviver com outros cristãos, sair de casa em paz e viver despreocupadamente não é uma realidade possível para elas. “Não apenas nas imediações de nossas casas, mas também quando nos dirigimos para a igreja, os judeus ortodoxos lançam aos gritos as suas maldições sobre nós.”

Os judeus que protestam na frente de suas casas são membros da “Gur Chassidim”, uma organização ultraortodoxa que persegue os judeus messiânicos e outros cristãos. Leia mais sobre o que já aconteceu aqui.

Como Arad é o centro de sua comunidade e eles acreditam que a cidade algum dia será reconhecida como lugar santo, eles, portanto, combatem qualquer outra religião.

Intimidações

Debbie lembra que “esta intimidação já dura sete anos.” Ela aparenta cansaço, mas não amargura. Isto fica claro quando conta a sua história. Debbie acostumou-se a ver milagres quando ela ora. “Em meio a tudo isso, nossa igreja têm gerado novos convertidos”, revela sorrindo. Ela enxerga o laço que criou com seus vizinhos por causa destes episódios como uma bênção de Deus. “Nós temos uma ótima relação com nossos vizinhos judeus. O que os integrantes da Gur Chassidim vêm fazendo, leva muitos de nossos vizinhos a se envergonharem de ser judeus.” 

Polly também conta que alguns vizinhos judeus nem sempre concordam com os manifestantes. “Durante o último grande protesto na frente de minha casa, havia uma contramanifestação no jardim de um vizinho meu. Cerca de 50 pessoas tentaram mostrar que não estavam de acordo com os judeus ultraortodoxos.”

Envie uma mensagem!  

Debbie e Polly precisam de seu incentivo. Você pode encorajá-las escrevendo uma mensagem digital. A Portas Abertas se encarregará de levar sua mensagem até elas. Vamos dar um apoio maciço a estas mulheres valorosas para ajudá-las a perseverar e vencer todos os obstáculos à fé cristã.
Veja qual o procedimento no site da Portas Abertas

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Líbia realizará eleições para Constituinte em 8 meses e presidenciais em 2013

Representante do Conselho Nacional de Transição diz que a capital Trípoli está estabilizada e segura

AFP
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A Líbia realizará eleições para uma Assembleia Constituinte dentro de oito meses e elegerá um presidente dentro de 20 meses, afirmou nesta sexta-feira (2) um representante do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão político da rebelião. "Estabelecemos um mapa do caminho preciso, com um período de transição de 20 meses", declarou Guma Al Gamaty, em Londres. "Durante oito meses, o CNT dirigirá a Líbia antes que uma assembleia eleita pelo povo assuma o comando para redigir uma Constituição e, depois, ao final de um ano, serão realizadas eleições presidenciais", acrescentou.

"Portanto, temos oito meses e um ano antes das eleições finais, parlamentares e presidenciais. E, com um pouco de sorte, depois de 20 meses, o povo líbio terá eleito os dirigentes que quiser", disse ainda. Para Gamaty, o processo de transição já começou, apesar de prosseguirem os combates entre os rebeldes e as forças leais a Muamar Kadhafi, que continua desaparecido.

"À medida que Trípoli está estabilizada e segura, o que é o caso agora, e que a maioria das cidades também está, os líbios podem começar o processo de transição", afirmou. "O coronel Kadhafi se esconde, está isolado, e é apenas uma questão de tempo para que seja detido, a não ser que o matem caso resista", concluiu.
  
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Fonte: ISTOÉ
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Comentário Stauros

Essa pode ser a esperança de liberdade dos cristãos da Líbia. Infelizmente, os cristãos sofrem perseguição neste país. Portanto, nosso dever durante esse tempo deve ser ORAR ! Interceder para que o novo governo seja favorável à liberdade religiosa. 


quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fidelidade

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Mulheres paquistanesas

 “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio.”Gálatas 5.22-23

Paquistão: Chuni amava sua casa nas montanhas; era linda e calma, e ela não desejava sair de lá. No entanto, um dia Deus colocou no coração de Chuni e sua amiga Nadeen um certo vilarejo não alcançado. Elas queriam ir até lá para compartilhar o evangelho, mas sabiam que o lugar era controlado por extremistas anticristãos muito violentos com pessoas de fora. Apesar dos riscos, ambas se prepararam para viajar e enfrentar a difícil trilha que as levaria até o vilarejo.

O vento forte é devastador nas montanhas, e as duas mulheres temiam a possibilidade de um ataque de extremistas religiosos. Além disso, nenhuma delas tinha uma educação profunda sobre a Bíblia, então isso dificultaria a explicação das verdades bíblicas. Mas nenhum desses obstáculos as impediu. Elas decidiram ir de qualquer maneira.

O Senhor abençoou os passos ousados de Chuni e Nadeen, pois hoje um pequeno grupo de recém-convertidos se reúne regularmente para orar.

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Fonte: Portas Abertas Brasil - Blog Ramadã

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Extremistas muçulmanos ameaçam a vida de mulher cristã

Cena numa rua da Índia
Quatro meses depois de se converter ao cristianismo, no estado de Bengala, uma mulher foi espancada e despida por cerca de 50 extremistas muçulmanos na sexta-feira, dia 5 de agosto. Tudo ocorreu quando os muçulmanos invadiram a reunião de oração que acontecia na casa dessa mulher, ameaçando destruir-lhe a casa, se ela não voltasse ao islamismo.

Os extremistas alertaram Selina Bibi, da aldeia de Motijil, que se ela não voltasse ao islamismo ela teria de deixar sua casa ou então vê-la ser queimada. Em seu batismo, no dia 29 de maio, em uma igreja a cerca de quatro quilômetros de sua casa, uma grande multidão de extremistas islâmicos interrompeu a reunião, disse um pastor identificado apenas como Bashir.

“Eu implorei a eles que me deixassem ao menos terminar o culto, antes de nos atacar”, disse ele à Compass.

O pastor ainda disse que, em 5 de abril, duas mulheres muçulmanas, junto com outros membros de um grupo extremista islâmico, chamaram Selina Bibi para ir à sua casa; quando ela chegou, forçaram-na a ficar nua na frente de todos.

“Os extremistas acreditam que, quando alguém da comunidade muçulmana torna-se cristão, fica com a marca de Cristo no corpo”, disse Bashir. “Quando os radicais não conseguem encontrar tais marcas no corpo da pessoa, começam a espancá-la.”

Os extremistas muçulmanos, mais tarde, se reuniram na mesquita local e resolveram afastar Selina e seus dois filhos da sociedade, colocando-a em uma casa afastada. Selina disse a Bashir que seu corpo tem as marcas do sofrimento por amor a Cristo e que estava sendo tratada como uma criminosa.

“Ela não tem permissão para comprar mercadorias em lojas e também não está autorizada a vender nada a ninguém”, disse ele. “Eles também têm restringido o acesso dela à água do poço da aldeia. Apesar da perseguição dos radicais, que enfrenta constantemente, ela começou a fazer um estudo bíblico para senhoras toda quinta-feira em sua casa.”

Após as ameaças dos extremistas de ontem, membros do grupo de Selina Bibi disseram que ela e outras mulheres do grupo foram à delegacia em Murshidabad para fazer uma queixa. A polícia chamou ambas as partes e fez com que eles entrassem em acordo, por escrito: os muçulmanos radicais permitirão que Selina exerça sua crença e a polícia irá prender quem causar mais incômodos.

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Tradução: Portas Abertas
Fonte: Compass Direct

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Na Indonésia: Duas casas de cristãos são incendiadas

Duas casas que eram usadas como igrejas foram incendiadas até não restar nada, na noite de terça-feira, em Riau, segundo informações de relatórios.

Os incidentes são os últimos de uma série de ataques contra grupos religiosos minoritários da Indonésia, o que levou os Estados Unidos e os países da União Europeia a condenar tais atos de violência.

As casas que foram incendiadas não estavam licenciadas em Kuansing, segundo informações da VIVA NEWS.
A primeira casa foi em Pasarbaru, no bairro de Pangeant; e a segunda foi na aldeia de Logas, no mesmo bairro. Um representante da polícia de Kuansing tentou minimizar o incidente, dizendo que eram somente casas e não a igreja de verdade.

O chefe da polícia de Pangeant, Comandante Nazarudin, foi citado pelo portal de notícias dizendo que as casas já tinham risco de se incendiar, pois eram feitas de madeira, o que facilita essa tendência de pegar fogo.

Ele disse que a polícia está investigando os ataques e apelou a todos os moradores para que se mantenham em segurança em suas casas.

O Christian Solidarity Worldwide (CSW) disse que, recentemente, as sentenças proferidas contra as pessoas acusadas e condenadas pelos ataques foram muito brandas. Segundo a entidade, se as autoridades não punirem os acusados com rigor, será como dar sinal verde para que mais ataques sejam feitos e que esse ódio religioso continue.

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Tradução: Lucas Gregório em Portas Abertas Brasil
Fonte: Jakarta News  

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ativista cristão é encontrado morto em Kandhamal

Distribuição de alimentos
Após dias de busca, o corpo do ativista cristão Micael Digal foi encontrado perto da aldeia de Midkia, em Kandhamal. Depois da autópsia, a polícia chegou à conclusão de que a morte do ativista foi “acidental”.

No entanto, Sajan George, presidente do Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC), acredita que Micael Digal foi surpreendido em uma emboscada e morto por extremistas hindus, devido ao trabalho social que fazia na comunidade, organizado pela Christian Dalits.
“Mesmo que a polícia tenha encerrado o caso”, disse George, “o GCIC vai continuar a pressionar até que as mortes de Mical e de outros cristãos brutalmente assassinados por extremistas hindus obtenham justiça”.

Semelhante ao caso de Micael Digal foi a suspeita morte do reverendo Saul Pradhan, líder protestante que desapareceu em 10 de janeiro e dias depois foi encontrado a poucos quilômetros de sua casa. Apesar das muitas contusões e outras lesões visíveis em seu corpo, o caso foi dado como encerrado, mesmo sem haver nenhuma ação oficial vinda das autoridades indianas.

Em Kandhamal, os cristãos continuam sendo atacados e ameaçados por grupos extremistas hindus, operando em cumplicidade com as autoridades estaduais e locais, que não realizam investigações que protejam a comunidade cristã no país.

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Tradução: Lucas Gregório em Portas Abertas

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Atentado a igreja deixa ao menos 15 feridos

A explosão de um carro-bomba deixou ao menos 15 feridos nesta terça-feira em frente a uma igreja católica siríaca em Kirkuk, no norte do Iraque. Ao menos dois dos feridos estão em estado grave, segundo a polícia.

A explosão ocorreu às 05h30 (23h30 no horário de Brasília) em frente à Igreja da Sagrada Família, no norte de Kirkuk, 240 km ao norte de Bagdá. O impacto causou danos ao prédio da igreja.

Fontes de segurança iraquianas disseram que a bomba foi detonada à distância e logo após o ataque, o local foi isolado. Um dos sacerdotes da igreja, Imad Hanna disse que apenas uma pessoa estava dentro da igreja no momento da explosão.

Depois da explosão, a polícia descobriu mais dois carros-bomba estacionados perto de uma igreja anglicana e a igreja Mar Gourgis, ambas em Kirkuk.

Extremistas sunitas frequentemente atacam cristãos, vistos como descrentes. A violência contra os cristãos teve um pico em 2010, que culminou, no dia 31 de outubro, em um massacre na catedral católica siríaca de Bagdá.

No total, 68 morreram e dezenas ficaram feridos quando os terroristas fizeram os fiéis reféns e depois detonaram seus explosivos.

"Os terroristas querem que fujamos do Iraque, mas eles vão fracassar. Nós vamos ficar no país. Os cristãos iraquianos são alvos fáceis porque eles não tem milícias para protegê-los. Os terroristas querem nos aterrorizar, mas eles vão fracassar", disse o reverendo Haithem Akram.

Para ler a matéria na íntegra feita pela Folha de São Paulo, clique aqui
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Fonte: Folha de São Paulo 
Lido em: Portas Abertas Brasil

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Abaixo-assinado pela liberdade na Coreia do Norte

Postado dia 27/07/2011

Um abaixo-assinado está sendo realizado em favor da liberdade religiosa na Coreia do Norte e já conseguiu coletar mais de 20 mil assinaturas de cristãos que estão preocupados com isso no Reino Unido. A Release International apresentou a petição na embaixada norte-coreana em Londres, na semana passada.

A petição exige que o país comunista conceda mais liberdade religiosa e de culto aos cristãos, que têm sido perseguidos regularmente pelas autoridades locais e podem ser presos simplesmente por possuir uma Bíblia.
Relatórios recentes de organizações de direitos humanos acusam a Coreia do Norte de colocar até 180 mil pessoas em campos de trabalho forçado. Existem relatos de cristãos presos que têm enfrentado fome, torturas e execuções em campos de prisioneiros políticos.

A Release International está trabalhando para apoiar os cristãos norte-coreanos que fugiram de seu país, fornecendo abrigo, apoio pastoral e cuidados à saúde. “Aqueles que conseguiram sair desses campos, descrevem como ‘o inferno na Terra’”, disse Andy Dipper, da Release.

“Nesse país, onde a única forma de culto permitida é a adoração ao imperador Kim Jong Il, os cristãos podem ser presos, brutalmente torturados e afastados do convívio com a sociedade. Alguns correm o risco de serem baleados pelos guardas das fronteiras quando tentam fugir do país para evitar perseguição e opressão,” disse Diper.

A Release ainda está recolhendo assinaturas para apresentar um pedido final para a embaixada norte-coreana no fim de sua campanha. Dipper pediu para que mais cristãos assinem essa petição.

“Mais de 20 mil pessoas já assinaram a petição pedindo liberdade aos que são perseguidos na Coreia do Norte. Não é tarde demais para tomar a sua decisão”, disse ele.

O abaixo-assinado pode ser assinado aqui.

Após preencher seus dados, você receberá uma mensagem em seu email validando sua participação.  

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Tradução: Portas Abertas
Fonte: Christian Today    

 
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